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Organizado pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI), o II Fórum da Internet no Brasil acontecerá entre os dias 3 e 5 de julho em Olinda (PE), e reunirá pessoas e entidades ligadas a todos os setores ligados à internet – empresas, ONGs, ativistas, academia e representantes do governo. O evento não tem função propositiva – ou seja, de lá não deve sair um consenso ou recomendações específicas para o governo, até porque a maioria das questões é aberta o suficiente para criar dissenso. No entanto, é possível que muitos políticos ligados à questões da internet marquem presença por lá e se reúnam com algumas das entidades da causa, como já aconteceu na edição do ano passado (realizada em outubro, em São Paulo).

 

A ideia do Fórum é ouvir e compilar ideias de diferentes setores sobre as questões mais quentes no debate da internet brasileira, como reforma dos direitos autorais ou a neutralidade da rede. Os temas mais discutidos neste ano devem ser o Marco Civil da Internet, que criará uma base de direitos e deveres para o usuário, e a aprovação de uma lei que tipifica e cria punições para diversos crimes cometidos na rede. Ambos os projetos devem ser votados ainda neste ano.

 

O debate será estruturado em quatro ‘trilhas’ de discussão: ‘Garantia de direitos na rede e Marco Civil da Internet’, ‘Propriedade intelectual na rede’, ‘Banda larga e inclusão digital’, ‘Como estimular conteúdos e plataformas nacionais na rede mundial’ e ‘Governança global na internet’. Todos os presentes poderão falar, com intervenções livres que vão de dez a quinze minutos. No ano passado, cerca de 800 pessoas de todo o Brasil participaram do fórum. As ‘trilhas’ terão também transmissão ao vivo, por streaming.

 

O Fórum de 2012 foi apresentando à imprensa em uma reunião nesta segunda-feira, na sede do Comitê Gestor da Internet, órgão que é responsável pelo registro de sites e pela manutenção da rede no país. Diretor executivo da instituição, Hartmut Glaser explicou que a decisão de transferir o Fórum de São Paulo para Pernambuco se deu principalmente para que fosse possível “incluir pessoas e entidades que são normalmente marginalizadas do debate da internet no Brasil”.

 

Por isso, o CGI também patrocinará a viagem de protagonistas da causa da internet de todo o Brasil que comprovaram que não poderiam pagar pelas suas despesas. “Essa foi a única maneira que encontramos de incluir representantes de alguns locais, como líderes de tribos indígenas ou pessoas de locais muito afastados”, explica.

 

As inscrições para o II Fórum da Internet estão abertas no site oficial do evento. A participação é aberta para qualquer interessado no assunto.

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II Fórum da Internet no Brasil

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14 cópias do servidor-raiz L foram instaladas juntamente com servidores do .br em Pontos de Troca de Tráfego de todo o País

O Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), em cooperação com a Internet Corporation for Assigned Names and Numbers (ICANN) instalaram, nos últimos dois meses, 14 novas cópias anycast do servidor L da ICANN, originalmente instalado na Califórnia – EUA.

A partir de hoje, as cópias de l.root-servers.net operam juntamente com servidores do .br nos Pontos de Troca de Tráfego no Brasil (PTTMetro).Das atuais 20 localidades que contam com Pontos de Troca de Tráfego do PTTMetro, as 14 que serão atendidas por essa melhoria são Belo Horizonte, Brasília, Campinas, Curitiba, Florianópolis, Fortaleza, Londrina, Porto Alegre, Rio de Janeiro, Salvador, São Paulo, São José dos Campos, Belém e Natal. Com isso, as cinco regiões do país serão beneficiadas pela nova infraestrutura de resolução de nomes.

Somados aos servidores que já existiam em operação, essa infraestrutura amplia substancialmente, e de forma distribuída, a capacidade de resolução de nomes e consequentemente a resiliência para suportar possíveis abusos ou ataques ao serviços DNS. De acordo com Frederico Neves, diretor de serviços e tecnologia do NIC.br, “essa nova infraestrutura diminui o tempo de reposta para domínios de todo o mundo no Brasil, mas seu impacto mais relevante é o grande aumento na segurança, ao distribuir a conectividade internacional para o serviço de resolução de nomes junto à raiz da Internet dentro do país e de forma independente”.

, diretor de projetos especiais e de desenvolvimento do NIC.br destaca: “esses servidores trazem mais conteúdo essencial para o funcionamento da rede diretamente nos pontos de troca de tráfego. Essa operação só foi possível pois tivemos uma colaboração, no melhor espírito da Internet, das instituições que hospedam os pontos do projeto PTTMetro no Brasil e em especial a RNP, que não mediram esforços para que isso acontecesse.”

Joe Abley, diretor de operações DNS da ICANN ressalta: “Servidores-raiz de nomes são uma parte crítica da Internet. Esses novos servidores distribuídos no Brasil fazem parte de um esforço global para melhorar o tempo de resposta, a segurança e a estabilidade do DNS geral, para todos os usuários.”

 

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Evento acontece em São Paulo nos dias 13 e 14 de outubro

 

O Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) anunciou oficialmente nesta quinta-feira (22) a realização do I Fórum da Internet no Brasil, evento que reunirá representantes do governo, do segmento empresarial, do terceiro setor e comunidade acadêmica, para discutir os desafios atuais e futuros da internet no país. O Fórum acontecerá em São Paulo, no Centro de Exposições Center Norte, nos dias 13 e 14 de outubro.

 

O debate será dividido em seis trilhas de discussão, baseados nos Princípios de Governança e Uso da Internet do CGI.br: Liberdade, privacidade e direitos humanos; Governança democrática e colaborativa; Universalidade e Inclusão Digital; Diversidade e conteúdo; Padronização, interoperabilidade, neutralidade e inovação; Ambiente legal, regulatório, segurança e Inimputabilidade da rede. Cada trilha será acompanhada por relatores, e seus relatórios serão apresentados na plenária final, para consolidar e expor o conjunto das reflexões sobre a internet geradas pelo Fórum.

 

Em agosto, o CGI.br ainda discutia se iria realizar o evento, uma vez que muitos conselheiros, representantes das empresas e do governo, acreditavam que o prazo era muito curto para organizar o Fórum. Já representantes do terceiro setor, que haviam organizado o evento originalmente antes do Fórum ser ampliado para incluir governo, indústria e academia, afirmavam havia interesses por trás da resistência à data prevista para não estimular o debate sobre certos assuntos, como a Norma 4, que proíbe as operadoras de serviços públicos de telecomunicações sejam provedoras de acesso à internet.

 

Mais informações sobre inscrições e a programação do Fórum estão no site http://forumdainternet.cgi.br/.

 

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