Novos Domínios de Primeiro Nível na Internet

Novos Domínios de Primeiro Nível na Internet

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Já é possível registrar domínios como www.suaempresa, mas o investimento inicial é bastante alto. Fortalecimento da marca na internet e segurança são as principais vantagens.

A Internet Corporation for Assigned Names and Numbers (Icann) aprovou, em 20 de junho de 2011, a criação dos novos gTLDs. gTLD é abreviação de generic Top Level Domain, ou domínio genérico de primeiro nível. Os gTLDs fazem parte do DNS (Domain Names System), o sistema de nomes de domínios na internet. Os nomes de domínios facilitam a navegação na internet, pois traduzem informações em um formato de que lembramos facilmente, como www.redegestao.com.br, ao invés de memorizarmos endereços como 201.76.59.90.

Esses nomes são organizados hierarquicamente em níveis. No primeiro nível, temos dois tipos de nomes: os genéricos, como .com, .net e .org, chamados de gTLDs, e os ligados a nomes de países, como .br (Brasil) ou .de (Alemanha), chamados de ccTLDs (country code Top Level Domains).

Os nomes ligados a países são gerenciados independentemente por cada país. Já as regras para os domínios genéricos são definidas pela Icann. Há 22 deles hoje, como, por exemplo, .gov, .edu, .com, .mil, .org. Os novos gTLDs quebram, de certa forma, essa hierarquia do DNS. Desde junho de 2012, é possível que empresas, cidades, instituições registrem novos nomes no primeiro nível.

Imagine que a Prefeitura do Recife queira registrar um domínio. Até agora ela poderia registrar domínios como recife.pe.gov.br, recife.com ou recife.org, por exemplo. Com os novos gTLDs, a Prefeitura pode registrar um domínio de primeiro nível chamado .recife, criando o site http://www.recife e e-mails como iss@tributos.recife ou fale@prefeito.recife, por exemplo.

Centenas de empresas, cidades e grupos gostaram dessa ideia. Até 21 de agosto de 2013, 1.930 entraram com seus pedidos de registro de novos gTLDs, 1.814 aplicações continuam no páreo. Para entrar com o pedido de análise, é necessário pagar US$ 185 mil, e isso é apenas o custo inicial do processo. Podem existir ainda pagamentos extras durante a avaliação do pedido.

Se o pedido não for aprovado, esse investimento pode ser completamente perdido. Se for aprovado, há uma taxa de manutenção de US$ 25 mil anuais, isso sem falar que a instituição que pleiteia um novo gTLD deve cumprir requisitos bastante rígidos do ponto de vista técnico, para a operação do domínio, além de demonstrar capacidade financeira.

A quem interessam os novos gTLDs? Certamente algumas empresas, cidades e comunidades podem se interessar em ter suas marcas nos domínios de primeiro nível. Algumas empresas estão nesse processo interessadas em explorar os novos domínios comercialmente. O sistema de domínios criou um mercado muito lucrativo praticamente do nada.

As empresas brasileiras podem se beneficiar dos novos gTLDs de várias formas: (1) operando o serviço de domínios para os futuros registries, mas poucos seriam capazes de satisfazer os critérios exigidos; (2) sendo futuros registries, o que exige altos investimentos, ou registrar, algo mais acessível; (3) atuando na área do Direito Eletrônico, na proteção de marcas e outras disputas envolvendo os novos nomes.

Caso sua organização considere interessante participar desse processo (como, por exemplo, www.suaempresa ou www.suaorganização ou www.suacausa), avalie bem, nos próximos anos podem ocorrer mudanças significativas na rede, ou não.

artigo publicado originalmente na rede gestão pelo sócio da HostBits Marcelo Fernandes em 09.11.2013

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